64: Golpe de Estado, Revolução ou um "movimento"?

Atualizado: 29 de mar.



No dia 31 de março, quinta-feira, das 9 às 12 horas, no Canal da Revista PUB no Youtube, (youtube.com/RevistaPub) os associados Maria Amélia Teles, Carlos Marés e Belisário Santos Jr. estarão sendo entrevistados pelo Procurador do Estado/PA Ibraim Rocha e pela Procuradora de Justiça/|CE Sheila Pitombeira para falar de 31 de março de 1964 e do Brasil atual.


Há 58 anos, o Presidente João Goulart foi deposto pelas Forças Armadas, sob o argumento de que pretendia implantar uma ditadura comunista no país. A tomada do poder em Brasília foi amplamente apoiada pelo mercado – empresários do setor industrial, das comunicações etc. – e também da classe média, sobretudo de senhoras católicas preocupadas com a possibilidade de reforma agrária e outras medidas de tendência socializante. Os empresários que não festejaram o rompimento da ordem constitucional passaram a ser perseguidos ostensivamente, mas a repressão mais intensa se deu junto aos movimentos operário e estudantil, militantes de partidos de esquerda e parcela do segmento político parlamentar.


Para falar sobre os 21 anos de ditadura militar (ou 24, se levarmos em conta que a consolidação democrática só se consumaria em 5 de outubro de 1988), convidamos três personalidades que viveram essa realidade histórica e que lutaram pelo fim do arbítrio e das torturas e mortes de desafetos dos governos autoritários de Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo e José Sarney:

 

Maria Amélia Telles, ex-militante do Partido Comunista do Brasil, presa e torturada pelo famigerado Coronel Brilhante Ustra, é militante feminista, diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares e membro honorário do IBAP


 

Carlos Frederico Marés de Souza Filho, Procurador do Estado/PR Aposentado e Professor de Direito da PUC/PR, foi exilado político no Uruguai, Chile, Dinamarca e São Tomé e Príncipe (Africa), de 1970 a 1979. Tem sido advogado de povos indígenas, desde 1980; é membro do Conselho Consultivo do IBAP

 

Belisário Santos Junior, Procurador Autárquico/SP e membro do IBAP, atuou na defesa de presos políticos ao lado do advogado Idibal Pivetta, foi membro da Comissão de Justiça e Paz, da Comissão de Mortos e Desaparecidos e sua presidência na Comissão de Indenização à Tortura do Estado de São Paulo.


 

Os entrevistados falarão sobre o momento atual por que passa o Brasil, em que os horrores daqueles tempos são relativizados e os valores dos direitos humanos são totalmente depreciados por aqueles que chegaram ao poder em 2018. Exemplo desta relativização foi a recente declaração do Ministro do STF Dias Toffoli, para quem não se deve utilizar nem o termo “golpe” nem “revolução”, mas, simplesmente, o anódino “movimento de 1964”.


Associados do IBAP e da APRODAB também poderão acompanhar ao vivo essa transmissão pela Plataforma Zoom, devendo para tanto solicitar sua inscrição pelo e-mail secretaria.ibap@gmail.com.


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